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Em Sintra, 150 alunos estão sem aulas de Inglês desde o início do ano. E duas turmas de 1º ciclo foram divididas por outras salas da escola – Observador Feijoada

ByEdgar Guerreiro

Abr 18, 2024

A professora encarregue de dar as aulas a esta língua estrangeira apresentou um atestado médico no final de setembro, mas já lá vão sete meses e o substituto ainda está por chegar: “Não há ninguém na reserva (de recrutamento). Agora, com a contratação de escola, a esperança é que surja alguém com habilitação (por exemplo, uma licenciatura em Tradução), mas nem assim”, conta o diretor do agrupamento.

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De acordo com Paulo Campos, o contrato em questão é de “horário completo e com uma remuneração bruta de 1600 euros mensais”, mas nem isto se revela atrativo o suficiente. O professor mostra-se preocupado com o facto de os estudantes passarem de ano sem estarem devidamente preparados para isso — por terem passado um ano inteiro praticamente sem uma aula à discplina — e destaca que o atraso nas aprendizagens pode levar alguns pais a “equacionar recorrer ao privado, e isso não é desejado”.

Na passada terça-feira, a Fenprof (Federação Nacional dos Professores), citada pelo Jornal de Notícias, avançava que, no intervalo de um ano, o número de professores em falta duplicou, estimando ainda que, naquele momento, de acordo com dados da própria Federação, mais de 32 mil alunos não tinham atribuídos os professores a todas disciplinas do currículo escolar. Uma das que apresenta mais horários por preencher é Inglês, mas também Português, Francês e Matemática.

Já em setembro o Observador tinha revelado que este ano se registavam carências de professores a disciplinas centrais — casos de Português e Matemática — superiores a qualquer outro ano anterior desde que há registo. A meio desse mês, precisamente em cima do arranque do ano letivo, estavam em falta nas escolas quase o triplo dos professores de Português e o dobro dos de Matemática no 3.º ciclo e no ensino secundário, em comparação com o ano anterior.

Segundo a Fenprof, o primeiro ciclo tem também vários horários por preencher. Esta é uma realidade que a escola Básica S. Marcos n.º1 vive e que se tem vindo a agravar, diz Paulo Campos. “Temo-nos deparado com a impossibilidade de substituir professores de primeiro ciclo. Desde janeiro que temos duas turmas de terceiro ano sem professor. Há uma ausência por atestado médico e uma por licença de maternidade”, detalha.



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