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a orquestra de Amorim toca como os Cinco Violinos – Observador Feijoada

ByEdgar Guerreiro

Abr 21, 2024

Rúben Amorim foi sempre tentando travar qualquer tipo de euforia em torno da equipa do Sporting. Uma, duas, três vezes. Até depois do triunfo em Famalicão, que em termos internos era visto como uma chave para desbloquear de vez o título. No entanto, o treinador também é “humano”. Por mais que exista a mensagem a ser passada de que faltam ainda duas vitórias para carimbar o primeiro lugar, o ambiente que se voltou a viver em Alvalade não passou ao lado de ninguém. Foi por isso que, quando se deslocou para o banco e ouviu uma salva de palmas de pé enquanto se erguia uma tarja a dizer “Fica Amorim”, fez um gesto emocionado com o braço pela atenção. Foi por isso que, depois de abraçar Álvaro Pacheco no final da partida, saiu para o balneário a levantar os dois braços de punhos cerrados a festejar a vitória. Era mais um dia de festa.

Mais dois Potes para Gyökeres fazer a festa anunciada do título (a crónica do Sporting-V. Guimarães)

Não foi propriamente um jogo fácil na meia hora, com apenas uma oportunidade clara de golo em que Geny Catamo viu Borevkovic tirar a bola em cima da linha, mas o 1-0 de Pedro Gonçalves acabou por desbloquear mais uma vitória clara diante do V. Guimarães numa noite em que Gyökeres voltou aos festejos, com um bis que quebrou o jejum de cinco partidas sem marcar, colocou o sueco nos 41 golos esta temporada entre os leões (38) e a seleção sueca (três) e reforçou a liderança da lista dos melhores marcadores do Campeonato com 24 remates certeiros, mais três do que Simon Banza e quatro do que Rafa Mújica.

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No entanto, e mais uma vez, os números que mais impressionaram foram os coletivos. Em mais uma partida sem golos sofridos, a terceira consecutiva depois do triunfo no dérbi frente ao Benfica, o Sporting voltou a marcar três golos e reforçou aquela que tem sido a grande marca verde e branca na presente temporada: de acordo com os dados do Playmakerstats, há 50 anos que os leões não conseguiam marcar 87 ou mais golos em 30 jornadas do Campeonato (ficando a nove do registo de 1973/74) e há 77 anos, desde os tempos dos famosos Cinco Violinos, que não passavam a barreira dos 130 golos numa só época. Contas feitas, e desde a derrota em Guimarães, o Sporting aproximou-se do título com 16 vitórias e um empate… em 17 jogos.

“Era quase obrigatório ganhar este jogo por tudo e também para seguirmos em frente e serem cada vez menos vitórias para chegar ao título. Mais uma vez fomos competentes, talvez com algumas falta de maior velocidade nos primeiros minutos, depois a partir dos 20 começámos a ter outra capacidade. Devíamos ter um pouco mais jogo interior e andámos muito à volta do campo, o que facilitou a vida ao Vitória, mas sabemos que com o desenrolar do jogo também se têm de cansar com a basculação. Depois fizemos os golos, tivemos oportunidades, não deixámos quase o Vitória criar perigo e isso é um bom sinal numa vitória que foi justa da melhor equipa”, começou por destacar o técnico na flash interview da SportTV.

“Tínhamos mesmo que jogar neles [Hjulmand e Daniel Bragança] ao meio mas a velocidade da bola não ajudou, nos primeiros minutos as equipas têm mais capacidade para fechar os espaços mas depois com o desenrolar do jogo torna-se mais fácil. Golos do Gyökeres? Marcou felizmente para ele porque a equipa tem vindo a ganhar jogos mesmo com a seca do Viktor e portanto felizmente para ele… Ele tem feito o seu trabalho e não há que stressar muito por isso. A equipa fica feliz, ele fica ainda mais…”, salientou.

“O importante é que mantivemos a vantagem e vamos para o próximo jogo para ganhar, sendo na casa do FC Porto é mais um teste para nós, para ver o crescimento da equipa, e vamos jogar para ganhar”, concluiu Rúben Amorim, passando ao lado dos eventuais cenários de conquista do título que, caso o Benfica perca em Faro ou na receção ao Sp. Braga, pode surgir mesmo no clássico da próxima jornada.

“Sabíamos que tínhamos de vencer, o Benfica estava próximo, então foi muito importante ganhar. E também foi bom marcar, sim. Os avançados querem sempre marcar. Claro que a pausa sem golos não foi uma boa coisa, mas criámos espaços para outros. Continuámos a fazer bons jogos, mesmo que eu não tenha marcado. Título? É menos um jogo mas ainda não acabou. Ainda há muitos pontos por disputar. Faltam quatro jogos e temos de nos focar no próximo jogo. Jogo no Dragão? Vai ser duro mas o Vitória também era. Jogámos bem, defensivamente e ofensivamente. E no domingo temos de fazer o mesmo”, referiu também na zona de entrevistas rápidas Viktor Gyökeres, que foi eleito (mais uma vez) o MVP do triunfo do Sporting.





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