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Dezenas de milhares manifestaram-se na Colômbia contra governo de Gustavo Petro – Observador Feijoada

ByEdgar Guerreiro

Abr 21, 2024

Dezenas de milhares de pessoas manifestaram-se este domingo nas principais cidades da Colômbia contra o governo de esquerda de Gustavo Petro, cuja popularidade atingiu o nível mais baixo de sempre após vinte meses no poder.

Os manifestantes protestaram contra várias reformas governamentais, entre as quais o plano de nacionalização dos serviços de saúde, mas também contra a violência que continua apesar das negociações de paz com os grupos armados.

“Votei pela mudança, por Petro, mas continuamos na mesma situação. Estou a manifestar-me porque acho que a Colômbia ainda tem esperança e porque amo o meu país”, disse Martha Estrada, uma reformada de 64 anos que participou nos protestos em Bogotá, em declarações à agência de notícias francesa Agence France-Presse (AFP) .

Apesar da chuva sentida este domingo na capital, dezenas de milhares de manifestantes dirigiram-se para a Praça Bolívar, junto ao palácio presidencial, acrescenta a AFP.

Em Cali (sudoeste), Medellín (noroeste), Barranquilla (norte), Bucaramanga (nordeste) e outras cidades, os manifestantes juntaram-se com bandeiras colombianas, t-shirts brancas e um grito unânime: “Fora Petro!”.

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Um dos seus projetos de reforma, a saúde, dividiu o país, pois Petro começou a aplicar várias medidas administrativas apesar das dificuldades encontradas para obter o apoio do congresso.

O presidente quer reduzir o envolvimento do setor privado na prestação de serviços de saúde e, nos últimos dias, interveio em várias entidades que atuam como intermediários entre o Estado e os hospitais, a fim de controlar os seus orçamentos.

Os especialistas concordam que o sistema de saúde está falido e precisa de ser reformado, mas alguns questionam a forma como o Governo tenciona fazê-lo.

Gustavo Petro chegou ao poder em agosto de 2020, tornando-se o primeiro homem de esquerda a governar um país tradicionalmente dirigido por elites conservadoras.

Com uma taxa de desaprovação de 60%,segundo as últimas sondagens, o presidente perdeu o apoio das forças políticas no Congresso e nas ruas.



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