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Após erros do 7 de outubro, saída do chefe das secretas das IDF era “inevitável” — e pode levar a mais demissões – Observador Feijoada

ByEdgar Guerreiro

Abr 22, 2024

De recordar que Israel atacou o complexo diplomático iraniano em Damasco e, em retaliação, o Irão lançou um ataque aéreo em larga escala contra território israelita. Ainda que 99% dos drones e mísseis tenham sido intercetados pelos sistemas de defesa aéreos de Israel em cooperação com os Estados Unidos, França e o Reino Unido, Yossi Mekelberg considera que os serviços secretos israelitas, em particular os militares, “deixaram o país” e o Médio Oriente perto de uma guerra regional. “Parece que ninguém ponderou a possibilidade de [o Irão] lançar mísseis, incluindo balísticos, contra Israel.”

Quem reagiu precisamente neste sentido foi a agência de notícias iraniana, IRNA. Na conta do X, lê-se que a saída de Aharon Haliva “foi um reconhecimento” da “derrota pesada” de Israel “contra as operações militares do Irão”.

Nascido a 12 de outubro de 1967 em Haifa, filho de pais marroquinos que imigraram para Israel, Aharon Haliva juntou-se às Forças de Defesa de Israel quando tinha 18 anos, mais concretamente à brigada paraquedista. Após o treino militar, participou na Guerra Civil do Líbano, que terminou em 1990. Foi construindo uma carreira nesta brigada até que se tornou comandante da divisão paraquedista das Forças de Defesa de Israel em 2011.

Três anos depois, assume funções no diretório de operações das Forças de Defesa de Israel, assumindo um cargo mais de planeamento das operações militares. Veio mesmo a chefiar aquele órgão em 2018, sendo um dos principais responsáveis por gerir a crise entre o Hamas e Israel que ocorreu em 2021.

Mantendo sempre uma postura discreta — “não gosta de criar manchetes, nem dramas”, como escreveu o jornal Ynet —, Aharon Haliva foi questionado, numa conferência em 2020, sobre a influência iraniana no Médio Oriente, principalmente na Síria. Em resposta, o ex-líder do diretório de operações das Forças de Defesa de Israel atirou: “Os persas inventaram o xadrez, mas eu conheci alguns judeus que sabiam fazer xeque-mate”. Sobre o que as IDF estavam a fazer relativamente ao Irão, o responsável indicou que as ações “estavam longe do olhar” público, mas havia um empenho em “prevenir a consolidação iraniana” na região.





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