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Jovens ativistas climáticos ocupam duas faculdades em Lisboa – Observador Feijoada

ByEdgar Guerreiro

Mai 13, 2024

Jovens ativistas pelo clima estão esta segunda-feira a ocupar as faculdades de Belas-Artes e de Ciências Sociais e Humanas em Lisboa para protestarem contra a guerra na Faixa de Gaza e o uso de combustíveis fósseis.

A porta-voz da Greve Climática Estudantil, Catarina Bio, disse à agência Lusa que as duas instituições de ensino estão a ser ocupadas, desde o início da manhã, por estudantes de movimentos como ‘Fim ao genocídio, fim ao fóssil’.

“As ocupações de ambas as faculdades têm atividades a decorrer”, como formações e sessões de pinturas de faixas, referiu.

À Lusa, a porta-voz disse que “não foi — nem será — pedido qualquer tipo de autorização” às faculdades para a realização das ocupações.

“As ocupações de escolas são ações de protesto com um intuito disruptivo, que acontecem no nosso espaço enquanto estudantes das universidades”, realçou.

Questionada sobre se os jovens foram contactados pelas instituições, Catarina Bio esclareceu, cerca das 15h30, que foram chamados a reunir-se com o diretor da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, mas não com o da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

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Até ao momento, acrescentou, não foram chamadas as autoridades policiais aos locais ocupados.

Na passada quinta-feira, oito estudantes foram detidos após terem ocupado por três dias a Faculdade de Psicologia num protesto contra a guerra na Faixa de Gaza e o uso de combustíveis fósseis.

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Os movimentos convocaram a ocupação associando-se a um protesto estudantil que se iniciou nos campus norte-americanos e se estendeu a universidades de várias cidades europeias, do Canadá, México e Austrália, para exigir o fim da ofensiva israelita em Gaza.

A guerra em Gaza foi desencadeada pelo ataque do grupo radical palestiniano Hamas em solo israelita, a 7 de outubro de 2023, que causou cerca de 1.200 mortos e duas centenas de reféns, segundo as autoridades israelitas.

A ofensiva lançada por Israel em represália provocou desde então quase 35.000 mortos, segundo o Hamas, que governa o pequeno enclave palestiniano desde 2007.



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