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Quando o “pai” Putin ensinou pássaros a voar



Kremlin

O presidente russo, Vladimir Putin, durante a iniciativa “Voo da Esperança”, em 2012.

Estávamos em 2012 quando o Presidente russo, Vladimir Putin, protagonizou uma encenação mediática altamente polémica onde se propôs a ensinar aves a… voar.

No papel de piloto de um ultraleve motorizado, Putin guiou um grupo de grous-siberianos sobre uma zona remota do Ártico, em direção ao local de invernada da espécie ameaçada.

A iniciativa, “The Flight of Hope”, foi confirmada pelo serviço de imprensa presidencial  e foi composta por três voos presidenciais na estação de investigação ornitológica de Kushavet, na península de Yamal.

Em dois dos voos, os grous seguiram Putin — aves criadas em cativeiro tendem a estabelecer laços com figuras que interpretam como “pais” e, nesse contexto, podem ser conduzidas por um humano que use sinais visuais específicos.

O diretor da reserva onde as crias foram preparadas, Yuri Markin, explicou que os animais não reconhecem uma pessoa em particular, mas sim a “figura” do progenitor: a roupa branca com capuz ou, no caso do ultraleve, um capacete branco, complementado por um “bico” artificial colocado na cabeça.

Putin vestiu precisamente um fato branco e volumoso para os voos, de modo a cumprir esse papel de “adulto guia”.

O próprio porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov confirmou a jornais russos, citado pelo O jornal New York Timesque o Presidente treinou para pilotar o ultraleve com o objetivo específico de conduzir as aves.

O famoso voo com os grous, que se tornou um meme em 2012, foi só mais um momento de alta exposição do líder, que já tinha coreografado momentos a tranquilizar um tigrea usar uma besta para recolher tecido de uma baleia, a colocar um colar de monitorização num urso polar, a aparecer sem camisa a cavalo na Sibéria e a viajar em diferentes aeronaves militares e de combate a incêndios.



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