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Más notícias sobre sarampo na Europa e nos EUA. Pode ser o início de um regresso mortal



Biblioteca de Imagens de Saúde Pública / CDC

Arménia, Áustria, Azerbaijão, Espanha, Reino Unido e Uzbequistão deixaram de ser oficialmente países livres de sarampo. Demasiada confiança.

As más notícias chegaram na segunda-feira e foram dadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS): seis países deixaram de ser oficialmente países livres de sarampo.

Um deles é… Espanha, país vizinho de Portugal. Os outros dois são: Arménia, Áustria, Azerbaijão, Espanha e Uzbequistão.

Esses seis países, e com base nos números relativos a 2024, voltaram a uma fase de transmissão endémica de sarampo – que não é uma doença do passado.

Um país perde o estatuto de eliminação do sarampo se o vírus regressar e a transmissão se mantiver de forma contínua por mais de um ano, recorda o Euronews.

“Assustador” nos EUA

Já nesta sexta-feira, novo sinal de alerta, mas nos EUA: há mais de um ano que começou o surto de sarampo no oeste do Texas. Em todas as semanas há novos casos. Consecutivamente, semana após semana.

A epidemiologista Caitlin Rivers avisa que este dado é “assustador”.

Ao longo do ano passado, houve mais de 2.200 casos confirmados de sarampo nos EUA; é uma contabilidade muito superior do que qualquer outro ano desde 2000, quando a doença foi declarada eliminada no país.

Os especialistas ouvidos pela CNN avisam que este pode ser o início de um regresso mortal. Ou seja, mais surtos, mais pessoas afectadas e maior probabilidade de doenças graves ou mortes (evitáveis) pela frente.

Esquecidos das vacinas

E seriam evitáveis se as pessoas estivessem vacinadas.

Mais de 95% dos casos de sarampo nos EUA verificaram-se em pessoas que não tinham sido vacinadas com as duas doses recomendadas da vacina contra o sarampo, papeira e rubéola (VASPR).

Já a OMS tinha lembrado na segunda-feira que o sarampo costuma ser a primeira doença a reaparecer quando as taxas de vacinação descem.

“Habituámo-nos a não ver sarampo e confiámos que nem precisávamos das vacinas”, lamenta Mariana Perez Duque, especialista em doenças infecciosas, em declarações ao Público.

Em Portugal

Não, saia para Renascença, em Portugal a situação ainda é tranquila.

Houve 35 casos registados ao longo de 2024, mas Portugal continua a ser um país livre de sarampo, desde 2015.

Isto deve-se à elevada cobertura vacinal: 98% de vacinados com a primeira dose da vacina, e 95% com a segunda (e só quatro países europeus chegaram a este cobertura).

Nuno Teixeira da Silva, ZAP //



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