
Já vimos isto em algum lado, provavelmente no cinema ou num museu, mas muitas destas imagens nem sabemos porque é que achamos que as reconhecemos. Eis o fenómeno do Renascimento acidental.
Iluminação dramática, motivos religiosos, cenas de pancadaria, Mona Lisa no metro… o fenómeno ficou conhecido há uns anos nas redes sociais como “Renascimento Acidental” ou “Barroco Acidental” e consiste, basicamente, em fotos tiradas com um smartphone ou câmara digital moderna que nos levam quase de imediato para um museu.
Do ponto de vista da História da Arte, “Renascimento” e “Barroco” designam períodos e linguagens distintas. O Renascimento abrange produções entre os séculos XIV e XVII que recuperaram valores associados à Antiguidade greco-romana. O Barroco surge depois, a partir do final do século XVI e prolonga-se até ao início do século XVIII. Em muitos casos privilegia o dramatismo, a intensificação emocional e o exagero expressivo. Mas também conta com decorações exuberantes como os tetos de Versalhes; ou obras mais contidas, como algumas de Caravaggio e Vermeer.
Muitas imagens que circulam nas redes sociais com a descrição “Barroco acidental” parecem reativar padrões visuais sedimentados pela arte. Mesmo quando são imagens triviais, parecem ganhar um sentido de gravidade por produzirem um efeito de déjà-vu.
Scout parecendo muito Caravaggio
poru/Solarian_13 emAcidentalBarroco
Se já viu Cristiano Ronaldo em cima e também o craque o lembrou de um quadro renascentista, veja se este soldado português a beijar a mulher, antes de partir para a Primeira Guerra, o leva para o Renascimento como levou este utilizador do Reddit.
Um soldado português dando um beijo de despedida na esposa antes de partir para o front em França, 1916 [540×506]
poru/Young-Roshi emAcidentalBarroco
