
Paulo Novais / Lusa
Caudal Rio Mondego, 11 de fevereiro de 2026
O pior era previsto mas a madrugada foi relativamente tranquila. Evacuação na baixa não é necessária, por enquanto.
Não choveu tanto quanto se previa. Previu-se o pior mas a madrugada desta sexta-feira foi mais calma do que se pensava, no que diz respeito à chuva.
Os caudais do rio Mondego e do rio Tejo continuam elevadoscontinuam a apresentar risco de inundaçãomas o cenário não é o pior.
Ao longo desta madrugada a ANEPC –
Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil registou 92 pedidos de ajuda, a maioria relacionada com quedas de árvores e inundações.
A maioria (39) verificou-se na região Centro mas também houve 3 pessoas deslocadas em Ponte de Lima e 10 deslocados em Sobral de Monte Agraço.
Coimbra
Na noite passada, Ana Abrunhosa avisou que hoje, sexta-feira, poderia ser dia de cheia centenária em Coimbra.
A presidente da Câmara Municipal de Coimbra explicou que poderiam ter que ser evacuadas cerca de 9 mil pessoas na baixa.
Ana Abrunhosa detalhou que a previsão mais precisa seria feita já nesta manhã, entre as 8h e as 9h da manhã.
Passado esse período, a prefeita revelou na Antena 1 que – como no resto do país – não se confirmaram as piores previsões. Por isso, e pelo menos nas próximas horas, não vai ser preciso realizar a tal evacuação.
Cheia centenária
Mas o que é a “cheia centenária”, expressão usada por Ana Abrunhosa?
Ao contrário do que a expressão pode sugerir, não é uma enchente que só aparece a cada 100 anos.
Uma cheia centenária é uma cheia que tem uma em 100 hipóteses de acontecer, ao longo de um ano.
Ana Abrunhosa justificou a previsão na noite de quinta-feira: “Está chovendo muito nas regiões que canalizam a água para a [barragem] da Aguieira. O caudal do rio Ceira está a aumentar e nós, no açude-ponte [em Coimbra]a linha vermelha são os 2.000 [metros cúbicos por segundo]. Há a probabilidade de atingirmos de 2.500 a 3.000 [metros cúbicos por segundo] e, quando se atingirem esses valores, vamos ter água que começa a recuar e a espraiar”.
Como zonas que de Coimbra com maior risco são: zona ribeirinha de Torres do Mondego, Ceira, Conraria, Portela do Mondego, Quinta da Portela, Rossio de Santa Clara (e toda a cota baixa da freguesia), Baixa de Coimbra e zonas das ribeiras de Coselhas, Eiras, Fornos, Covões e Casais.
A madrugada foi mais calma mas o risco de cheias ainda não passou.
