
E parece que há muito mais procura do que oferta, porque 70% dos pedidos ficam sem resposta, na primeira semana de janeiro.
A explicação mais provável é a famosa rotina de estabelecer resoluções de ano novo: muitos portugueses decidiram que 2026 era o ano de ir ao ginásio. Ou de se estrear, ou de recuperar essa rotina.
Nunca se sabe é se essa vontade dura muito tempo. Mas, pelo menos nos primeiros dias do ano, a procura por serviços de treinadores pessoais (PTs) aumentou. Mesmo muito.
Os dados da plataforma Fixando, de contratação online de serviços em Portugal, só na primeira semana de janeiro a procura por PTs aumentou 83% face a dezembro de 2025. Ou seja, quase duplicou em relação ao mês anterior.
E, em comunicado enviado ao ZAP. a Fixando avisa que, até ao final de Janeiroo crescimento pode mais do que duplicar, atingindo 127% comparando com Dezembro.
Para já, a capital destaca-se: Lisboa concentra 45% dos pedidos, seguida do Porto (14%), Setúbal e Faro (ambos com 9%), Braga (7%) e Aveiro (7%).
Mas há um problema: a procura é muito maior do que a oferta: 70% dos pedidos de treinamento pessoal ficam sem resposta. Faltam profissionais disponíveis.
O valor médio de uma sessão de treinamento pessoal situa-se nos 30 euros – podendo chegar aos 80 euros. Também aqui houve um aumento: no ano passado, o valor médio era 25 euros. Refira-se que há vários factores a influenciar estes valores: o local da sessão (ginásio a definir ou o PT a trabalhar por conta própria), experiência, tipo de acompanhamento, se o acompanhamento é presencial ou online, entre outros.
Quem procura um PT quer, principalmente perder peso (57% das procuras), mas também pretende tonificar o corpo (50%), aumentar a resistência (25%), ou melhorar a aptidão física e a agilidade (20%).
A maioria dos pedidos é feita por mulheres (68%), enquanto os homens representam 32% das procuras.
Sobre a quantidade de vezes que vão às sessões, mais de metade (57%) dos clientes preferem seguir a recomendação do profissional, 42% treinam mais do que uma vez por semana e apenas 1% opta por treinos semanais fixos.
Não locais, os estúdios privados lideram com 53% dos pedidos, seguidos dos treinos ao ar livre (38%), sendo os restantes realizados conforme recomendação do personal trainer.
