
(Dr.)Toyota
Toyota Aygo X
Antes, maior cilindrada era sempre sinónimo de carro mais poluente. As componentes de um carro evoluíram – o ISV nem tanto.
Da Comissão Europeia chega uma direcção bem clara: quanto menos poluentes forem os carros, melhor. Há incentivos nesse sentido, há proibições no sentido contrário.
Mas em Portugal o Imposto Sobre Veículos (ISV) continua a penalizar sistema operacional híbridos, mesmo aqueles mais recentes, que poluem menos do que a sua versão em combustão.
Com imposto maior, os carros híbridos ficam mais caros no mercado português – e o problema é mesmo o ISV.
Antes, maior cilindrada era sempre sinónimo de carro mais poluente. Mas a nova geração de motores, e sobretudo os híbridos, mudou isso.
Ó ACP – Automóvel Club de Portugal lembra que o ISV continua a ser mais caro em carros com cilindrada mais elevada, mesmo que polua menos – o imposto não é actualizado há quase 20 anos.
O ISV introduziu a componente ambiental em 2007. Mas a sua estrutura base nunca foi reformulada totalmente, no que diz respeito a essa componente.
Um exemplo: um Toyota Aygo X. A combustão custa cerca de 18 mil euros, um híbrido custa 22 mil; mas o carro a combustão emite 108 g/km de dióxido de carbono, enquanto o híbrido se fica pelos 85 g/km.
No preço final, só no ISV a diferença é enorme: 300 euros no carro a combustíveis, quase 1.600 euros no híbrido. No IUC – Imposto Único de Circulação, a combustão tributa-se 111 euros, no híbrido sobe para 148 euros.
Como são penalizadas mais em Portugal do que noutros países, há marcas que nem apostam no mercado português.
