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Morreu António Chainho, o “mestre da guitarra portuguesa”



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António Chainho

O músico e compositor António Chainho morreu esta terça-feira na sua residência precisamente no dia em que completaria 88 anos.

Foi na sua residência, em Alfragide, nos arredores de Lisboa, que António Chainho deu o último suspiro.

Ó“mestre da guitarra portuguesa”como era referido pela crítica especializada internacional, morreu no dia em que faria 88 anos.

A notícia foi avançada à Lusa pelo seu agente artístico.

António Chainho encerrou a carreira de 60 anos em setembro de 2024tendo nesse ano editado o derradeiro álbum, “O Abraço da Guitarra”no qual homenageou os que através da rádio foram os seus mestres.

Entre os “mestres” estão os compositores “célebres” da guitarra portuguesa como José Nunes, Francisco Carvalhinho, Armandinho e Jaime Santosassim como aos “violas” com os quais partilhou o palco, como José Elmiro, Carlos Silva, Carlos Manuel Proença e Tiago Oliveira.

“Olhando para trás, acho que tive a sorte de chegar aos 85 anos e gravar este disco”, afirmou, na altura, realçando que “nenhum guitarrista” de fado “gravou um disco depois dos 60 anos”, em nome próprio. “Foi difícil, mas eu consegui aos 85”.

O eterno guitarrista nasceu em S. Francisco da Serra, no distrito de Setúbal, a 27 de janeiro de 1938, e começou a tocar no meio fadista na década de 1960.

Ao abandonar os palcos e estúdios de gravação, em finais de 2024, o compositor garantiu que estava “em paz” consigo mesmo e “contente” com o percurso artístico que teve a “sorte” de fazer: “Dei a volta ao mundo, toquei em todos os continentes, e acho que me sinto feliz”.

Em 2022, o presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa condecorou António Chainho com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henriqueque distingue os que prestaram “serviços relevantes a Portugal, no país e no estrangeiro, assim como serviços na expansão da cultura portuguesa ou para conhecimento de Portugal, da sua História e dos seus valores”.

Em 2023, foi publicada a sua biografia, “O Abraço da Guitarra”de autoria da jornalista Moema Silvaque definiu a obra à Lusa como “o diário de uma viagem pela [sua] vida e pela música”.



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