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Vírus Nipah preocupa na Ásia



Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA

Vírus Nipah

A Índia, e outros países da Ásia, estão em alerta por causa do vírus Nipah. A sua taxa de mortalidade supera os 70%.

Ó Nipá é um vírus hemorrágico que causa febre alta, cefaleia e distúrbios comportamentaisentre os sintomas iniciais, e encefalite, numa fase mais avançada, apresentando uma taxa de mortalidade superior a 70%.

Os surtos do vírus Nipah, para o qual ainda não existe vacina ou cura aprovadas, ocorrem quase anualmente no Bangladesh e no estado indiano vizinho de Bengala Ocidental, ocasionalmente, noutros países do sul e sudeste da Ásia.

UM Índia registou os primeiros surtos em humanos, em Bengala Ocidental, em 2001 e 2007, quando foram registadas pelo menos 50 mortes. O surto mais recente, em julho de 2015, resultou em duas mortes no estado de Kerala, no sul do país.

O vírus foi identificado pela primeira vez na Malásia, em 1998, na região que lhe deu o nome.

O Nipah é transmitido através da ingestão de alimentos infetados por morcegos (frugívoros, essencialmente) através de fluidos como a saliva e o sangue, ou urina e fezes.

Também pode surgir uma infeção através de contacto direto com porcos.

A Organização Mundial da Saúde já identificou casos de transmissão entre humanos, sobretudo por contactos próximos com fluidos corporais de uma pessoa infetada.

Alerta, controlo

Nesta terça-feira, as autoridades de saúde da Índia emitiram um alerta epidemiológico depois de confirmarem um novo surto do vírus Nipah, que já resultou em pelo menos dois casos confirmados e levou à quarentena de 190 pessoas.

O vice-diretor de Saúde do Governo de Bengala Ocidental, Subarna Goswami, admitiu à agência de notícias indiana ANI que podem surgir mais casos, “considerando que o período de incubação do vírus Nipah varia entre quatro a 45 dias”.

“Teremos de procurar casos ativos e rastrear os seus contactos. Precisarão de ser mantidos sob observação. Só passados ​​três meses poderemos dizer que não surgiu um terceiro caso e que o surto terminou”, afirmou o especialista.

Suspeita-se que este vírus foi contraído a partir do contacto com um paciente do hospital Narayana com sintomas respiratórios graves – que morreu antes dos testes.

O Governo de Hong Kong anunciou um reforço dos controlos de saúde para os viajantes que chegam ao aeroporto da região chinesa vindos da Índia, após um novo surto do vírus hemorrágico Nipah.

Num comunicado publicado na segunda-feira à noite, o diretor do Serviço para a Proteção da Saúde, Edwin Tsui Lok Kin, confirmou o destacamento de equipas para o aeroporto.

O objetivo é “realizar o rastreio da temperatura dos viajantes nas portas de embarque relevantes, realizar avaliações médicas em viajantes sintomáticos e encaminhar casos suspeitos com potencial impacto na saúde pública para os hospitais para exame”, explicou o dirigente.

Apesar da medida, Edwin Tsui sublinhou que, até à data não foi registado em Hong Kong nenhum caso de infeção pelo vírus Nipah e que não existem voos diretos entre o território e Calcutá, capital do estado indiano de Bengala Ocidental.

Também os Serviços de Saúde de Macau disseram que estão “a acompanhar de perto” a evolução em Calcutá e recomendaram aos residentes da região chinesa que evitem viajar para Bengala Ocidental.

A avaliação e o rastreio médicos dos viajantes que cheguem vindos da Índia serão reforçados nas fronteiras de Macau, acrescentaram os SSM.

Inspirou filme

O filme Contágiolançado em 2011, foi inspirado precisamente por um vírus que tem origem em… morcegos e porcos.

Nessa obra, a cadeia de contágio da infeção envolve morcegos e porcos – assim como o vírus Nipah.

“Em algum lugar, de alguma forma, o morcego errado encontrou o porco errado“, comenta a personagem Ally Hextall, cita a Revista Galileu.

Outra coincidência: ambas as infeções afetam células nos sistemas respiratório e nervoso.

Numa cena do mesmo filme, Contágio, é utilizado um modelo de proteína do vírus Nipah.

Refira-se que esse filme retrata uma pandemia global nos tempos modernos.

Sim, foi uma obra muito citada e vista nos primeiros tempos da COVID-19.



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