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Casa de Montenegro investigada novamente



Paulo Cunha / Lusa

Novo inquérito criminal. Em questão está uma suposta discrepância entre o valor da obra e o valor que foi aparece nas notas fiscais.

A casa de Luís Montenegro, de seis andares e com 829,6 m2, está novamente sendo investigada pelo Ministério Público.

O Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto tinha arquivado um processo-crime em 2024, também sobre esta casa. Havia suspeita de benefícios fiscais.

Nesse primeiro processo, foi investigado o fato de a obra ter sido classificada como de reabilitação urbana, o que lhe dava direito a descontos no IVA (6% em vez de 23%) e no IMI. Mas os benefícios foram legais, definiu a pesquisa.

Mas um segundo inquérito criminal está em andamento. Segundo o Expresso, foi aberto no ano passado. Há suspeitas de fraude fiscal: em questão está uma suposta discrepância entre o valor da obra e o valor que foi aparece nas notas fiscais.

A empreiteira faturou 215 mil euros a Luís Montenegro, pela construção da casa. Mas o gabinete do primeiro-ministro respondeu ao Expresso, há três meses, que havia gastado o triplo: quase 640 mil euros entre 2016 e 2021, incluindo a demolição da ruína.

No mês passado, janeiro, foram ouvidas duas testemunhas: Rui Mota Oliveira, engenheiro que construiu a casa, e José Marco da Cunha Rodrigues, construtor civil que demoliu a ruína que havia naquele local.

A Procuradoria-Geral da República confirmou que está a decorrer uma investigação a decorrer no DIAP Regional do Porto.

Luís Montenegro e as duas testemunhas citadas não deixaram esclarecimentos ao jornal.



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