
ANTÓNIO PEDRO SANTOS / LUSA
Um elemento da E-REDES procede à reparação de um poste de eletricidade devido ao mau tempo, em Soure
Em todo o território continental, na noite de sábado, estavam sem eletricidade um total de 167 mil clientes. Na manhã do mesmo dia eram “apenas” 63 mil.
A depressão Marta agravou a situação do abastecimento de energia em Portugal, deixando mais de 100 mil pessoas sem luz só ao longo do dia de ontem. A estes, juntam-se os 63 mil que já estavam nessa condições, na manhã de sábado.
Ou seja, segundo a E-REDES, no total, há 167 mil clientes sem eletricidade.
Os mais afetados são clientes da zona afetada pela depressão Kristin (que derrubou uma centena de postes de eletricidade, já na semana passada). Nessa zona, havia 56 mil clientes sem luz, ao início do dia. Mas às 19:30, com a depressão Marta, o número de clientes sem luz era de 124 mil na zona da depressão Kristin (distritos de Leiria, Santarém, Castelo Branco e Coimbra maioritariamente).
UM Antena 1 esteve em reportagem no concelho de Anisão (distrito de Leiria), onde as pessoas estão sem luz há 12 dias.
“Tenho jogado dominó. Umas vezes ganho, outras vezes perco. É a vida”, disse Manoelde 12 anos. Em polos opostos da existência, queixa-se Fernando Lopes (aparentemente um cuidador) que “sem luz nem oxigénio não sobrevive”.
Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
