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Melhor amigo e mais seis testemunham no processo de Costa contra ex-governador

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Mai 13, 2023

Primeiro-ministro tem sete testemunhas no processo contra Carlos Costa, incluindo o antigo braço direito de Isabel dos Santos, Mário Leite da Silva, e ainda o seu melhor amigo, Diogo Lacerda Machado.

São sete as testemunhas convocadas por António Costa no processo de ação cível contra o antigo governador do Banco de Portugal, por causa das declarações de Carlos Costa sobre a alegada pressão do primeiro-ministro para manter Isabel dos Santos na administração do EuroBic, de acordo com as informações recolhidas pelo ECO.

Três já foram revelados. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, confirmou que irá dizer ao tribunal (por escrito) o que já disse publicamente sobre o assunto. E ainda os dois banqueiros ligados ao BPI, Fernando Ulrich e Artur Santos Silva. Carlos Costa alega que o primeiro-ministro lhe ligou no sentido de manter a empresária angolana no EuroBic e assim desbloquear o impasse na estrutura acionista do BPI.

Mas há mais quatro testemunhas na lista do primeiro-ministro. Mário Leite da Silva, antigo braço-direito de Isabel dos Santos nos negócios em Portugal; o seu melhor amigo, Diogo Lacerda Machado; o antigo secretário de Estado Adjunto e das Finanças Ricardo Mourinho Félix; e ainda o antigo adjunto da Secretaria de Estado do Tesouro e Finanças Nuno Martins, atual administrador da Caixa.

Quanto a Mário Leite da Silva, foi uma figura de destaque nos negócios da empresária angolana nas últimas duas décadas. Desde 2006 que geria empresas e os investimentos da filha do antigo Presidente de Angola, tendo acumulado cargos nos conselhos de administração em várias empresas nacionais de referência em Portugal, como o banco BPI, a telecom Nos e a Efacec. Afastou-se de Isabel dos Santos depois do Luanda Leaks.

Já Diogo Lacerda Machado – conhecido como o melhor amigo de António Costa – participou nas negociações que levaram a um entendimento entre os acionistas do BPI, os espanhóis do CaixaBank e a empresária angolana, que acabaria por ruir, como chegou a admitir no Parlamento.

Mourinho Félix e Nuno Martins, na altura os responsáveis do governo com ligação ao setor financeiro, também estiveram envolvidos na resolução deste dossiê.

As testemunhas de António Costa também vão ser arroladas por Carlos Costa no seu contra-ataque, adiantou esta sexta-feira o advogado António Castanheira Neves, que não deixou de lado chamar a própria Isabel dos Santos. “Vai depender do que estiver alegado na ação. Se for caso disso, porque não [chamar Isabel dos Santos]?”, respondeu em declarações à RTP3.

Castanheira Neves frisou que o ex-governador não quer “nem um euro” de António Costa, mas apenas a reposição da verdade. “Estão apenas em causa a sua [de Carlos Costa] honra e consideração. Não quer rigorosamente mais nada além da reposição da verdade. É por isso que vai pugnar quando, e se, for citado pelo tribunal nos termos em que tem sido anunciado”, explicou.

“Não faço comentário nenhum, nem sabia”, reagiu António Costa. “Sobre essa matéria, só o meu advogado fala, porque as questões judiciais resolvem-se nos tribunais”, disse o primeiro-ministro.

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