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Rubiales é o “Presidente dos afectos” espanhol – Observador Feijoada

ByEdgar Guerreiro

Ago 30, 2023

Para começar, uma confissão. Por vezes, quando estou a tomar banho com o chuveiro de mão, aprecio imenso acertar com o jacto mesmo em cheio no… Não, mentira. Nada disso. O que devo confessar é que, amiúde, incorro naquele raciocínio simplista de achar que políticas que funcionam num país podem simplesmente ser copiadas noutro. E isso nem sempre é verdade. Vejam, por exemplo, aquela medida recente, tomada cá em Portugal, de tornar a certidão de óbito válida de forma permanente. Sim senhor, por cá até parece uma medida com sentido. Que o português é pouco dado a ressuscitar. Somos muito preguiçosos, a verdade é essa. E ressuscitar ainda dá um certo trabalho.

Já se quiséssemos adoptar esta mesma lei na Rússia revelar-se-ia precipitado. Basta ver o caso recente da suposta morte do líder do Grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin. O funcionário público teria uma trabalheira a preencher a certidão de óbito permanente, e a pôr aqueles carimbos todos e tal, e passados nem quinze dias lá reaparecia o Prigozhin, fresco que nem uma alface. Das frescas. Como sucedeu após a notícia do seu anterior falecimento numa outra queda de um avião em 2019. É que estes russos são mesmo rijos, pá. Não são tanto eles a ter acidentes de avião, são mais os aviões a terem o infortúnio de se despenhar sempre que transportam malta russa.

Desta vez, o avião que se espatifou, levando ao nunca de fiar falecimento de Yevgeny Prigozhin, era da marca Embraer, uma empresa brasileira. Daí as autoridades do Brasil terem uma palavra a dizer na investigação do acidente. Investigação que seguirei então com muito interesse, tendo em conta que meterá o governo brasileiro. É que o Lula da Silva fugir muito bem às investigações já não é novidade para ninguém. Mas agora que é a vez de ele agarrar uma investigação, sempre quero ver se o artista joga bem à apanhada das investigações.

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