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Com Montenegro ao lado, Marcelo definiu o perfil do sucessor e evitou (quase sempre) a política nacional – Observador Feijoada

ByEdgar Guerreiro

Ago 31, 2023

“Vêm aí os presidentes”. Só estava previsto que chegasse a Castelo de Vide, para participar na Universidade de Verão do PSD, um Presidente: o da República, Marcelo Rebelo de Sousa, para falar aos jovens exclusivamente sobre a Ucrânia. Mas, minutos antes de aparecer, chegou um segundo líder: o do PSD, Luís Montenegro, que fez a viagem de Lisboa de propósito para receber Marcelo — tornando assim inevitável que se fizessem leituras políticas sobre a participação do Chefe de Estado, pela primeira vez em pessoa desde que está em Belém, no evento dos jovens sociais democratas.

Eram essas leituras extra — fora o facto de estar presencialmente no evento do PSD, pela primeira vez desde que está em Belém — que Marcelo quis evitar alimentar ativamente em demasia, contendo-se para contornar as perguntas dos alunos sobre política nacional. Fê-lo uma vez, recusando liminarmente responder a uma pergunta sobre o tema que gerou a mais recente tensão com o Governo — as medidas para resolver a crise da Habitação. E ainda outra, numa questão que metia Forças Armadas.

Mas à terceira foi de vez, e à pergunta pouco cuidadosamente embrulhada numa analogia sobre a política ucraniana (que imaginava Marcelo como Zelensky, Costa como primeiro-ministro ucraniano e Montenegro como seu opositor para finalmente perguntar qual seria o legado deixado pelo Presidente no fim do mandato) lá admitiu responder. Se não sobre o Governo ou sobre um eventual apoio a Montenegro, pelo menos sobre si próprio.

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