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Três filmes para ver esta semana – Observador Feijoada

ByEdgar Guerreiro

Ago 31, 2023

Florence Pugh interpreta, neste dramalhão assinado pelo ator e realizador Zach Braff, uma rapariga que, a poucos dias de se casar, tem um desastre de automóvel onde morrem os seus futuros cunhados. Ela rompe com o noivo após sair do hospital, cai numa depressão, fecha-se em casa e vicia-se em analgésicos. “Uma Boa Pessoa” coleciona diligente e intensamente todos os clichés visuais e dramáticos do “filme de dependência”, com mais algumas piedades da vulgata da auto-ajuda espalhadas aqui e ali. É uma pastelada laboriosa e fungona, com mais de duas horas de duração, que desperdiça não só o talento de Pugh, como um ator da estatura de Morgan Freeman, que faz o ex-futuro sogro da personagem principal, um polícia reformado, com passado de violência doméstica e alcoólico em remissão (para ajudar ainda mais à desgraça pegada, e pegajosa, da história).

Bruno Soares, José António Loureiro e José Mazeda, três nomes ligados ao cinema e ao audiovisual, estreiam-se na realização destas três curtas-metragens que chegam às salas como se de uma longa-metragem se tratasse, e tendo em comum o tema do crime. A melhor é a primeira, “S.Ó.S”, de Bruno Soares, em que um homem que entra numa casa para a assaltar é confundido, pelo idoso casal que lá mora, com o seu filho, que não veem há muito. A segunda, “Céu Aberto ou Espaço Limitado”, de José António Loureiro, é estereotipada e implausível, e a última, ‘Para Cá do Marão’, de José Mazeda, baseada em histórias reais de disputas de terras e águas em Trás-os-Montes, tem boa atmosfera mas fica-se como uma ilustração de sangrentos “fait divers” e atavismos rurais, que pedia mais miolo de drama.

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O novo filme de François Ozon é uma comédia passada na Paris de entre as guerras e adaptado de uma peça de teatro dos anos 30 que Hollywood já filmou duas vezes, logo nessa mesma altura e na década de 40. Madeleine Verdier, uma atriz jovem, bonita, com pouco talento e ainda com menos dinheiro, partilha um apartamento decrépito com a sua melhor amiga, Pauline Mauléon, advogada recém-formada, também desempregada e igualmente sem um tostão. Quando Madeleine é injustamente acusada de ter assassinado um famoso – e libidinoso — produtor que se tentou aproveitar dela em troca de um papel numa peça, as duas amigas têm uma ideia para se tornarem famosas e ricas. “O Crime é Meu” foi escolhido como filme da semana do Observador e pode ler a crítica aqui.



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