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Saem de Portugal ou fogem do PS? – Observador Feijoada

ByEdgar Guerreiro

Set 2, 2023

Faltam professores, juízes, enfermeiros, médicos e militares. Há falta de trabalhadores na construção, na restauração, na hotelaria e na agricultura. Num país que parece vazio, há falta de casas. Fica-se com a ideia de uma catástrofe, mas trata-se tão só de Portugal que o PS governa desde 1995, com apenas duas curtas interrupções. Há quase trinta anos, os socialistas enchiam a boca com as palavras ‘educação’ e ‘futuro’. Os jovens de então somos nós, eu e muitos outros, que passámos a vida a ouvir as mesmas frases feitas que, como geralmente acontece com as frases feitas, não têm qualquer conteúdo.

Quem é que quer ficar anos à espera de ser colocado numa escola, e sem saber para onde vai viver no ano lectivo seguinte, quando há um mundo lá fora cheio de oportunidades? Quem arrisca ser médico ou enfermeiro no SNS português, em vez de ir trabalhar com melhores condições e um bom salário para o Reino Unido, Espanha ou a Alemanha? Quem é que, saído da faculdade de direito, se mete no CEJ para ser juíz ou magistrado com a perspectiva de se enterrar debaixo de dezenas de milhares de processos, cuja resolução leva anos? Quem se predispõe a ingressar nas forças armadas portuguesas, quando há militares a alegar falta de condições nos navios? Para quê trabalhar em Portugal, se na Europa se ganha mais e os serviços sociais são melhores? Por que não ir embora, se se chega ao aeroporto com tudo tratado e um emprego à espera? Depois de décadas a recebermos fundos de Bruxelas, os portugueses continuam a sair do país e os números totais da emigração até são superiores aos da década de 60, quando se fugia de uma guerra e tantos saíam a pé e a maioria nem sabia onde ia trabalhar.

Actualmente, as razões para a degradação dos serviços públicos e do nível de vida prende-se com o endividamento e a falta de capital. O Estado endividou-se para albergar dentro de si o maior número possível de eleitores e as pessoas foram pelo mesmo caminho porque o PS precisou do consumo para dar a ideia de dinamismo económico. Com dívidas e sem dinheiro, a margem é curta. E mais pequena se tornou porque o PS travou as reformas do Estado e impediu que os mercados do trabalho e do arrendamento se adaptassem à globalização. O Estado fechou-se sobre si mesmo enquanto o país se abria ao exterior por via da internet.

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