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“Liderança isolada falhada? É ver o copo meio cheio, vamos para a paragem na frente em primeiro”, destaca Rúben Amorim – Observador Feijoada

ByEdgar Guerreiro

Set 3, 2023

Que o jogo do Sporting tinha mudado com as características dos jogadores que entraram, sobretudo Viktor Gyökeres na frente de ataque, ninguém tinha dúvidas. No entanto, da mesma maneira como já se registaram alguns dos encontros mais conseguidos em termos estatísticos, também pode acontecer o contrário. Foi isso que se viu em Braga: se contra o Vizela, na primeira jornada da Liga, Gyökeres bateu o recorde de passes recebidos na era Rúben Amorim (20) e a equipa verde e branca superou as 50 ações na área contrária como nunca tinha acontecido com o atual treinador (54), agora o sueco teve uma das exibições menos conseguidas e o coletivo também acusou, acabando com cinco remates como não acontecia há mais de dois anos.

Com isso, e apesar de ter somado o quarto jogo seguido sem perder na Pedreira com duas vitórias e outros tantos empates (algo que não tinha ainda acontecido neste estádio), o Sporting falhou o ataque à liderança isolada do Campeonato, mantendo-se no topo com os mesmos dez pontos de FC Porto e Boavista, algo que não conseguiu superar no total das últimas seis temporadas. Ainda assim, e como Rúben Amorim acabou por comentar de forma indireta, os leões chegam à primeira paragem com um cenário que é diametralmente oposto a 2022/23, quando tinham só quatro pontos conseguidos em quatro encontros.

“Não falhou nada… Podíamos ter sido mais pressionantes, mas com o golo tivemos várias saídas e com perigo, depois também foi um grande golo do adversário numa segunda parte não tão bem jogada. Foi este o resultado num campo difícil. Faltou definir melhor, mas fomos compactos e consistentes. Também tivemos um golo anulado num momento em que estávamos confortáveis. Estivemos sempre mais perto dos golos, o Sp. Braga teve alguma bola que não costumamos consentir, o empate é justo. Se tivéssemos de olhar para as grandes ocasiões, nós estivemos mais perto”, comentou Rúben Amorim na zona de entrevistas rápidas da SportTV após o encontro, antes de explicar também as substituições de Paulinho e Hjulmand.

“Olho para o jogo, vejo quem está mais intenso e a perceber melhor o jogo. O Morita estava mais intenso, o Morten [Hjulmand] vai melhorar, pareceu-me bem com bola mas demorava a disparar sobre os médios à sua frente. O Paulinho esteve a semana toda condicionado, tem uma dor no solear, pelo momento dele entrou no jogo, senti que não era o melhor Paulinho e para não arriscar meti o Marcus [Edwards], até porque nós tínhamos espaços entrelinhas. O Marcus também não está na melhor das fases… Liderança isolada falhada? É sempre importante e é sempre esse o objetivo: ver o copo meio cheio. Vamos para a paragem em primeiro com o Boavista e com o FC Porto e há que seguir em frente”, completou.

“A perda de pontos foi um bocado injusta. Eles tiveram bola mas não criaram muitas oportunidades, nós podíamos ter feito o segundo e o terceiro em contra-ataques, e mesmo com bola podíamos ter decidido muito melhor. Na segunda parte tentámos pressionar mais, tínhamos cinco homens atrás, e eles saíam muito da nossa linha defensiva. Não dava para saltar pois estávamos longe dessa linha. Ainda é cedo mas estamos desiludidos pois podíamos estar isolados, que era o que queríamos, mas temos de pensar jogo a jogo e tentar conquistar todos os pontos. Golo? Já tive alguns jogos sem marcar. Quando fomos campeões também estive sem marcar nas primeiras jornadas, penso que é uma boa recordação para mim e para o clube”, tinha comentado antes Pedro Gonçalves, autor do golo leonino, em declarações à SportTV.

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