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Os cinco sismos mais violentos de sempre – Observador Feijoada

ByEdgar Guerreiro

Set 9, 2023


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O sismo registado esta sexta-feira em Marrocos já provocou mais de 1000 mortos e mais de 1200 feridos. O número de vítimas do abalo de magnitude 6,8 deverá continuar a aumentar, já que as equipas de busca e salvamento estão ainda no terreno, os militares do exército marroquino foram mobilizados para participar nas operações de socorro e são ainda muitos os edifícios destruídos onde ainda ninguém conseguiu chegar. Este sismo é, aliás, o maior dos últimos 120 anos — desde que há registo — em Marrocos. Pelo mundo, registam-se, no entanto, sismos devastadores, que provocaram milhares de mortos e deixaram um rasto de destruição, como na China, na Indonésia, ou na Turquia.

Sismo em Marrocos. Pelo menos 1.037 mortos e mais de 1.200 feridos num abalo que foi sentido em Portugal

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Foi em 1976 que Tangshan, na China, tremeu. Aqui, um sismo de magnitude 7,8 matou cerca de 250 mil pessoas, apesar de o número de vítimas não ser muito claro, já que o governo chinês sempre recusou avançar dados concretos.

Tangshan era uma cidade industrial e ficou praticamente destruída. A sua reconstrução só ficou concluída 45 anos depois.

O sismo de magnitude 9,1 ao largo da ilha de Sumatra, na Indonésia, desencadeou o tsunami mais devastador deste século. Morreram cerca de 230 mil pessoas. As ondas gigantes do tsunami provocaram, aliás, a maioria das vítimas mortais — cerca de 170 mil.

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Um sismo de magnitude 7,9 teve o seu epicentro a cerca de 100 quilómetros de Chengdu, capital de Sichuan, na China, onde viviam mais de 10 milhões de pessoas. A violência deste sismo, registado a 12 de maio de 2008, fez milhares de vítimas: morreram mais de 85 mil pessoas, incluindo cinco mil crianças.

Este sismo aconteceu ao início da tarde, num período em que as pessoas regressavam às escolas e ao trabalho. A província de Sichuan ficou praticamente destruída e deixou quase cinco milhões de habitantes sem casa.

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Em janeiro de 2010, o sismo de magnitude 7,3 provocou a morte de mais de 222 mil pessoas, segundo os dados da Organização das Nações Unidas. E mais de um milhão ficaram desalojadas.

Apesar de não ter sido o que registou a maior intensidade de sempre, este sismo é considerado um dos mais mortais de sempre.

Foi este ano, a 6 de fevereiro, que a terra tremeu na Turquia e na Síria. O sismo de magnitude 7,8 foi considerado pela ONU como “o pior desastre natural num século na Europa”. Morreram quase 50 mil pessoas — incluindo mais de 6 mil na Síria –, mais de 100 mil ficaram feridas e milhões de pessoas ficaram desalojadas.

Na altura, de acordo com as informações avançadas pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, cerca de 3,3 milhões foram obrigadas a deixar as regiões onde viviam.

Tal como se prevê que aconteça em Marrocos, na Turquia também foram sentidas réplicas — foram mais de 13 mil no período de um mês.

Elementos das equipas de resgate fazem buscas num edifício destruído pelos sismos de segunda-feira em Islahiye, sudeste da Turquia, 10 de fevereiro de 2023. Pelo menos 21.051 pessoas morreram, incluindo 17.674 na Turquia e 3.377 na Síria, na sequência dos sismos ocorridos no sul da Turquia na segunda-feira, indicam hoje os últimos balanços oficiais. JOÃO RELVAS/LUSA



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