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os Ulma foram beatificados no domingo, 80 anos de terem sido mortos pelos nazis – Observador Feijoada

ByEdgar Guerreiro

Set 11, 2023

Cerca de 80 anos depois de terem sido mortos pelos nazis, por terem escondido judeus em casa, os nove membros da família Ulma foram beatificados este domingo. É a primeira vez que uma família inteira é beatificada.

Com 32 mil pessoas a assistir, cerimónia teve lugar na aldeia de Markowa, no sudeste da Polónia, onde o enviado papal, Cardeal Marcello Semeraro, leu a fórmula latina da beatificação da família Ulma, assinada pelo líder da Igreja Católica.

Por sua vez, no Vaticano, o Papa Francisco falou ao público a partir de uma janela na Praça de São Pedro, onde considerou que os Ulma “representavam um raio de luz na escuridão da Segunda Guerra Mundial” e que deviam ser um modelo para todos no que respeita a “fazer o bem e ao serviço dos necessitados”.

Os Ulma vão ser beatificados quase 80 anos depois de terem sido mortos pelos nazis

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“Em resposta ao ódio e à violência que caracterizavam aqueles tempos, eles abraçaram o amor evangélico”, afirmou, citado no Vatican News.

Segundo o jornal, o Papa convidou todos os presentes na Praça de São Pedro a oferecer uma salva de palmas aos novos beatos e exortou os cristãos a seguir o seu exemplo, “opondo a força das armas à caridade e a retórica violenta à oração tenaz”.

“Rezemos especialmente pelos muitos países que sofrem devido à guerra”, disse. “De modo especial, intensifiquemos as nossas orações pela mártir Ucrânia… que está a sofrer muito”, acrescentou o líder da Igreja Católica.

Na homilia da missa, o Cardeal Semeraro disse que a casa da família Ulma se tornou “uma estalagem onde os desprezados, os proscritos e os atingidos pela morte eram acolhidos e tratados”.

Disse ainda que Josef e Wiktoria Ulma viveram “uma santidade que não era apenas conjugal, mas que estava totalmente incorporada em toda a sua família”.

De acordo com o The Guardian, foi revelada junto do altar uma pintura contemporânea que representa Josef e Wiktoria Ulma, grávida, com os seus filhos, Stanisława, Barbara, Władysław, Franciszek, Antoni e Maria.

Em março de 1944, Josef e Wiktoria Ulma e os seus sete filhos, com idades entre os 18 meses e os sete anos, foram mortos na cidade de Markowa, na Polónia, depois de a polícia alemã ter descoberto que tinham estado a esconder no sótão oito pessoas de duas famílias judaicas. Na época, as leis da ocupação nazi na Polónia mandavam matar aqueles que escondessem judeus.

A beatificação dos Ulma marca “um acontecimento sem precedentes no processo moderno de canonização”, avançou o Vaticano. Na Igreja Católica, a beatificação é o último passo antes da santidade.



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