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Galeno e Francisco são a prova de que a pressa nem sempre é inimiga da perfeição (a crónica do FC Porto-Moreirense) – Observador Feijoada

ByEdgar Guerreiro

Jan 20, 2024

O FC Porto precisava de pontos e não eram os 15 que Gonçalo Borges levou no pé e que afastaram o extremo do jogo com o Moreirense. Isso seria como pagar com dólares uma dívida em euros. Sérgio Conceição brincou com a homonímia da situação, mas é assim que muitas vezes se dizem as verdades. Os dragões entraram em campo na jornada 18 a oito pontos do líder Sporting que, dos três principais candidatos ao título, foi o primeiro a entrar em campo. No entanto, o Moreirense, pese embora que ao longo da história nunca tivesse conseguido vencer no Estádio do Dragão, só tinha perdido um jogo nas últimas 12 jornadas, o que valia aos cónegos o sexto lugar da Primeira Liga.

Sérgio Conceição reconheceu a campanha do Moreirense e inclusivamente atribuiu o título de “campeão de inverno” à equipa de Rui Borges que tinha no desempenho defensivo a grande arma já que, em 18 jogos, tinha sofrido apenas 18 golos, um registo melhor do que, por exemplo, o do líder Sporting. No entanto, o reconhecimento era mútuo e o treinador do Moreirense assumiu que ia ter pela frente “o FC Porto mais forte e equilibrado no campeonato”.

Ficha de Jogo


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FC Porto-Moreirense, 5-0

18.ª jornada da Primeira Liga

Estádio do Dragão, no Porto

Árbitro: Luís Godinho (AF Évora)

FC Porto: Diogo Costa, João Mário, Fábio Cardoso, Pepe (Zé Pedro, 83′), Wendell (Jorge Sánchez, 79′), Alan Varela, Eustáquio (Iván Jaime, 56′), Francisco Conceição (Romário Baró, 79′), Pepê, Galeno e Evanilson (Toni Martínez , 79′)

Suplentes não utilizados: Cláudio Ramos, Marko Grujic, Namaso e André Franco

Treinador: Sérgio Conceição

Moreirense: Kewin Silva, Dinis Pinto, Marcelo, Maracás, Pedro Amador (Frimpong, 65′), Kodisang (Macedo, 65′), Ismael (Lawrence Ofori, 65′), Gonçalo Franco, João Camacho (Antonisse, 75′), Alanzinho (Madson Monteiro, 65′) e Pedro Aparício

Suplentes não utilizados: Caio Secco, Matheus Aiás, Ponck e Mingotti

Treinador: Rui Borges

Golos: Wendell (8′, 72′), Evanilson (60′), Galeno (69′) e Alan Varela (82′)

Ação disciplinar: cartão amarelo a Ismael (34′), Dinis Pinto (45′) e Aparício (90+2′)

Os dragões não mexeram no onze que venceu o Sp. Braga na jornada anterior (2-0) mais do que aquilo que estavam obrigados a fazer. Sérgio retirou Nico González, castigado devido a uma série de cartões amarelos, e colocou Eustáquio no meio-campo. De resto, o protagonismo ofensivo voltou a ser dado a Francisco Conceição, Pepê, Galeno e Evanilson. O argentino Alan Varela desempenhou funções de equilíbrio, sempre perto de uma defesa composta por João Mário, Fábio Cardoso, Pepe, Wendell. O fator-x voltou a estar entregue a Pepê, brasileiro que oscilou entre ser um terceiro médio e um segundo avançado, função de relevo no 4x2x3x1.

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O FC Porto não tentou insistir em demasia em infiltrar a circulação no corredor central, execeto quando Pepê baixava para pegar na batuta. Os dragões olhavam mais ao espaço nas costas dos quatro defesas do Moreirense, sendo que até o guarda-redes Diogo Costa tentou passes longos que encontrassem os ataques à profundidade dos homens da frente quando os cónegos se estendiam no campo. Por eficácia da primeira linha de pressão da equipa de Rui Borges, composta por Alanzinho e Aparício, raramente os jogadores mais recuados do FC Porto tiveram bolas descobertas que pudessem ameaçar a estrutura defensiva do Moreirense.

A equipa de Sérgio Conceição estava a falhar essencialmente em dois aspetos. Um era a forma descompensada como atacava que não permitia, em caso de perda, recuperar defensivamente e anular o contra-ataque do adversário. Camacho agradeceu por lhe ter sido permitido um par de remates na primeira parte. A outra questão que devia preocupar os portistas era o Moreirense ter conseguido igualar o nível de agressividade e ganhar muitos duelos na zona do meio-campo.

Porém, existia um fator no qual os azuis e brancos estavam a ser imparáveis que era o jogo exterior. Francisco Conceição realizou uma série de cruzamentos e diagonais que dificultaram a tarefa a Pedro Amador, lateral do Moreirense. A ousadia do extremo garantiu a assistência para Wendell (8′) que apareceu ao segundo poste para inaugurar o marcador. Do lado esquerdo, Galeno também foi um adversário difícil para Dinis Pinto.

Em ataque organizado e planeado, o FC Porto arrastou para a segunda parte a falta de deslumbramento. Então, os jogadores tiveram que recorrer às bolas paradas para conseguirem chegar à tranquilidade. O canto foi batido por Wendell à maneira curta e Alan Varela cruzou para o primeiro poste, onde Evanilson (60′) apareceu a desviar não mais do que o suficiente para o golo poder ser considerado da sua autoria. Conquistada que estava a tranquilidade, restava ao FC Porto jogar com o que o adversário desse.

Rui Borges operou quatro substituições de uma só vez e subiu as linhas de pressão nunca de uma forma tão organizada como na primeira parte. O cenário potenciou aquilo em que o FC Porto estava a ser mais forte que eram as saída rápidas através dos extremos. Assim, Galeno (69′), como peixe na água, deu seguimento à boa exibição. O brasileiro arrancou pela esquerda e colocou a bola em jeito no fundo da baliza do guarda-redes, Kewin Silva.

Na reta final do jogo o rigor tático desvaneceu-se e o FC Porto partiu para uma goleada que tornou o resultado pesado para o Moreirense. Wendell (72′) bisou num lance desbloqueado por Francisco Conceição (a quem a sorte podia ter premiado com um golo) em velocidade. Depois, para encerrar as conta (5-0) e dar a vitória aos dragões na primeira jornada da segunda volta, Alan Varela levou o esforço até aos minutos finais. O argentino manteve a pressão alta e foi compensado com um roubo de bola que acabou no fundo da baliza. Esta é apenas a segunda vez na época que os dragões conseguem quatro vitórias consecutivas, igualando o melhor ciclo de triunfos.





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