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“Infantilidade” de Melo causa embaraço a Montenegro. “Caiu na casca de banana” – Observador Feijoada

ByEdgar Guerreiro

Jan 20, 2024

Um verdadeiro balde de água fria na véspera da grande festa da Aliança Democrática. Uma “infantilidade” que teve de ser resolvida com um “flic flac à retaguarda”. A garantia de Nuno Melo de que PSD e CDS iriam permitir a Pedro Nuno Santos governar caso este ficasse em primeiro lugar nas eleições legislativas mesmo com uma maioria de direita no Parlamento criou um “enorme embaraço” a Luís Montenegro: não só porque não é essa a estratégia dos sociais-democratas — o PSD dificilmente viabilizará um governo de Pedro Nuno — mas também porque esvazia o apelo ao voto útil à direita e abre o corredor a André Ventura, que rapidamente chamou um figo às declarações do líder do CDS.

Em entrevista à CNN, conduzida pelo jornalista Anselmo Crespo e publicada a 17 de janeiro, Nuno Melo deixou claro que entende que a segunda força mais votada deve permitir a quem fica em primeiro lugar governar. “É o que eu defendo. Se o PS vencer as eleições, quem vence deve governar. É isso que é suposto. Aplico aos outros aquilo que reclamo para nós. Se a AD vencer as eleições, deve governar; o que reclamo para a coligação deve ser aplicável a todos os outros. Falo por mim enquanto presidente do CDS. Tento ler a política dentro da normalidade possível e a normalidade possível diz-me que quem vence deve governar. Outros entendem que não é assim. Logo se verá”, foi repetindo.

As declarações de Nuno Melo apanharam muita gente de surpresa no PSD e no CDS. “Terá ensandecido?“, perguntava, com espanto, um destacado um dirigente social-democrata ao Observador. A primeira reação, no entanto, foi tentar não dar muito destaque às palavras do líder democrata-cristão, na expectativa de que fosse possível fazer uma gestão de danos silenciosa — a entrevista foi publicada há três dias e não tinha tido uma grande repercussão política. Ora, a partir do momento em que André Ventura aproveitou o deslize de Melo para atacar a Aliança Democrática a ordem foi para reagir e tentar esvaziar a polémica.

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