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dois mortos no mesmo dia. Risco de derrocada de grandes dimensões



MIGUEL A. LOPES/LUSA

Dois homens morreram após queda de telhados. Aviso de cheias no Mondego. Governo reúne-se em Conselho de Ministros extraordinário.

Ó mau tempo volta a estar associado a mortes em Portugal, ainda na semana da depressão Kristin: neste sábado, dois homens morreram após quedas de telhados.

A primeira vítima mortal foi um homem de 73 anos, que morreu ao cair do telhado que reparava na Batalha.

O presidente da Câmara Municipal da Batalha, André Sousa, explicou que o homem faleceu quando estava a repor telhas. “A casa tinha ficado sem telhas”, declarou André Sousa. Um meio aéreo foi acionado para o local, mas acabou por não aterrar

Horas depois, também no distrito mais afetado (Leiria), mas em Alcobaça, outro homem morreu ao cair de um telhado que estava a reparar.

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Alcobaça, Leandro Domingos, disse à Lusa que a vítima mortal, de 66 anos, teve uma queda de quatro metros quando arranjava o telhado. Estava em paragem cardiorrespiratória quando os bombeiros chegaram.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousalamentou estas mortes associadas ao mau tempo. E apelou às populações para “não se porem em situações de riscos excessivos”admitindo que é difícil quando está em causa a própria casa.

No mesmo sentido, o Comando Territorial de Leiria da GNR apelou para “máxima cautela na reparação de telhados”, pedindo à população para que, “após os danos provocados pelo mau tempo, não arrisque a sua vida”, pois “a reparação de telhados envolve elevado risco de queda”.

“Percebemos a necessidade de proceder a reparações rápidas, principalmente, tendo em conta as previsões para os próximos dias”, refere a GNR, pedindo, contudo, que estas intervenções sejam feitas com “todas as condições de segurança, recorrendo, se possível, a profissionais qualificados e a equipamento adequado”.

A GNR avisa ainda que “trabalhos em altura comportam riscos elevados e podem ter consequências irreversíveis”.

Derrocada, cheias, reunião

A iminência de “uma derrocada de grandes dimensões” encerrou a autoestrada A24 nos dois sentidos, entre os nós de Valdigem e Lamegono distrito de Viseu, anunciou a Câmara de Lamego.

“Esta é a única decisão possível, face à evidência do risco sério e iminente de novos deslizamentos, com possibilidade de projeção de terra e pedra para as vias de circulação e a eventual rutura da plataforma da A24”, justificou a autarquia, num comunicado publicado cerca das 20:00 deste sábado.

Durante o dia, esta via já tinha sido cortada no sentido Norte-Sul, por precaução. No entanto, “após uma vistoria técnica aos taludes da A24 e na iminência de uma derrocada de grandes dimensões”, as autoridades decidiram avançar com o seu encerramento total.

A Proteção Civil da Região de Coimbra apelou às populações do vale do Mondego para estarem preparadas para eventuais inundações na próxima semana, face à previsão de forte precipitação a partir de hoje à noite, domingo.

Carlos Luís Tavares, comandante sub-regional, alertou que as zonas mais vulneráveis ​​das margens esquerda e direita do rio Mondego, entre os concelhos de Coimbra e Figueira da Fozpodem ser afetadas devido ao aumento do caudal do rio Mondego e à necessidade de descargas da barragem da Aguieira.

O Governo vai reunir-se hoje, domingo, em Conselho de Ministros Extraordinário. A reunião servirá para analisar a situação de calamidade, as medidas de prevenção para os próximos dias e a recuperação das zonas afetadas pela depressão Kristin.



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