
UMinho
Novo sistema rastreia pessoas e objetos, avalia o esforço físico e mental de um trabalhador e planeia movimentos.
O projeto foi desenvolvido pelo Centro Algoritmi e Centro de Matemática da Universidade do Minho e pelo DTx CoLab – Associação Laboratório Colaborativo em Transformação Digital.
Chama-se EU-CATER – “Intelligent Robotic Coworker Assistant for Industrial Tasks with an Ergonomics Rationale”. Reuniu especialistas em robótica, ergonomia e visão por computador.
Tudo para projetar uma nova geração de robô colaborativo, que percebe os seus parceiros humanos.
O novo robô humanoide não só ajuda a pessoa a levantar peças pesadas, mas também percebe quando está cansada, adapta-se à sua forma de trabalhar e protege contra lesões.
Ou seja, não repetem tarefas programadas. Os I-CATER aprendem, tomam decisões e adaptam-se em tempo real, tanto no comportamento motor quanto na comunicação verbal.
Observam e compreendem os movimentos dos operadores humanosavaliam o esforço físico e cognitivo, podem prever o que precisa ser feito a seguir e ajustam as suas ações para se adequarem ao estilo, ao ritmo e às necessidades físicas e cognitivas únicas de cada trabalhador.
A UMinho, em comunicado enviado ao ZAP, explica que este sistema robótico audacioso inclui várias inovações importantes: rastreia a localização de pessoas e objetos no espaço de trabalho, reconhece as suas ações, avalia o esforço físico e mental de um trabalhador e planeia os seus próprios movimentos para que sejam suaves, seguros e fáceis de interpretar.
Se o robô repara que o trabalhador corre o risco de se esforçar ou ficar cansado, pode ajustar imediatamente o seu comportamento para tornar o espaço de trabalho mais seguro e a tarefa conjunta mais eficiente.
Os resultados finais do projeto vão ser apresentados ao público nesta sexta-feira, dia 30 de janeiro, às 14h30, no campus de Azurém da Universidade do Minho, em Guimarães.
