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Os novos BRICS e um magnífico mundo novo – Observador Feijoada

ByEdgar Guerreiro

Set 1, 2023

Será que é desta que o Ocidente cai, com o alargamento dos BRICS de 5 para 11? Este agrupamento formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China reúne-se em cimeiras anuais desde 2009. Só se alargou uma vez, em 2011, com a incorporação da África do Sul. Deste vez foram convidados a aderir mais 7 países. A Indonésia, porém, recusou, para já, aderir ao bloco. E na Argentina dois sérios candidatos nas eleições presidenciais de Outubro manifestaram, para já, a sua oposição. Certo será o alargamento à: Arábia Saudita, Egipto, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irão. Isto vai levar a uma política global mais multilateral e mais justa como parece acreditar Lula? Vai significar um mundo menos imperialista como afirmam os comunistas portugueses? Significará o iminente colapso do G7? Não me parece.

O conceito surgiu, ironicamente, como tanta outra coisa de grande utilidade para as potências emergentes do Sul Global, no coração capitalista do Norte Global. A sigla BRICs foi cunhada, em 2001, na Goldman Sachs, onde o economista Jim O’Neill a usou para identificar um grupo de economias emergentes como destino interessante de investimento. Segundo O’Neill não foi das suas melhores previsões: a trajetória destes países tem sido muito diferente, e só a China concretizou plenamente o seu potencial: hoje representa quase 20% do PIB global, o Brasil mal ultrapassa os 2%.

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