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seleção nacional perde com a Ucrânia e está fora do Europeu – Observador Feijoada

ByEdgar Guerreiro

Set 9, 2023

Em 2019, Portugal ficou-se pela fase de grupos. Em 2021, a caminhada terminou nos oitavos. Em 2023, a ideia era dar um passo ainda mais além e desbloquear um novo nível, atingindo os quartos de final e garantindo a melhor prestação de sempre da seleção nacional num Europeu de voleibol na sétima participação na prova (a terceira consecutiva).

No primeiro jogo a eliminar após a fase de grupos, a equipa portuguesa viajou de Israel para a Bulgária, onde ia disputar oitavos de final frente à Ucrânia. “Em 2021, caímos nos oitavos, mas caímos de pé e com um amargo de boca de quem queria mais um bocadinho”, disse Ivo Casas, recordando a eliminação frente aos Países Baixos na última edição do torneio. Portugal teve uma tarefa de desgaste acrescido contra a Turquia, num jogo onde a seleção nacional esteve em desvantagem por 2-1 e, mesmo assim, conseguiu virar o encontro a seu favor, terminando no segundo lugar do grupo D, apenas atrás da campeã olímpica França.

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“O primeiro e principal objetivo está alcançado, que era passar à próxima fase”, destacou o selecionador nacional, João José, no rescaldo do jogo contra os turcos. “O segundo objetivo também, porque ficámos no segundo lugar e apanhámos o terceiro classificado do grupo B, que, teoricamente, nos será mais favorável, se bem que apenas no plano teórico, pois, a partir daqui, como é a eliminar, todos jogam para ganhar e é para isso que temos de estar preparados.”

Ivo Casas, o líbero da seleção nacional, esmiuçou o porquê de o favoritismo português valer de pouco. “Vai ser um jogo de sofrimento, como vão ser todos daqui para a frente. “Espero que tenhamos mais jogos para disputar neste Europeu. [Vai ser] um jogo sofrido, longo, frente a um adversário que é muito forte fisicamente, sobretudo nas ações de serviço e ataque. Vamos ter de apresentar os nossos melhores argumentos para contrariar esse poder ofensivo da Ucrânia. Temos um side-out bastante estável, conseguimos impor um serviço com muita qualidade, que causará grandes dificuldades à receção da Ucrânia e acho que isso nos levará a ter sucesso e a passar aos quartos de final”.

A seleção nacional acabou por perder o primeiro set (25-20). Era mau pelo facto de a equipa ficar em desvantagem, mas tinha o lado positivo de Portugal ter ficado a saber o que podia melhorar. A diferença para a Ucrânia fez-se ao nível do bloco. Apesar de os dois conjuntos se equipararem na maior parte dos parâmetros estatísticos, sendo que até eram os ucranianos quem cometia mais erros, os pontos a partir da defesa alta inclinavam a balança para um dos lados.

Descoberta que estava a inspiração de Alex Ferreira a atacar, a tendência era para que Portugal pudesse melhorar, o que não aconteceu no segundo set. A equipa de João José colocou risco máximo no serviço e nem assim conseguiu que a receção ucraniana vacilasse. Ao mesmo tempo, a equipa portuguesa não só não fez melhor que no primeiro set ao nível do bloco, como ainda piorou. No segundo parcial, Portugal não conseguiu qualquer ponto nessa ação do jogo, acabando por perder por 25-19.

Em caso de derrota no terceiro set, os jogadores portugueses regressavam a casa. Oleh Plotnytskyi não colaborou em nada. O zona quatro esquerdino estava a causar muitos problemas e obrigou a seleção nacional a correr atrás do prejuízo. Portugal acabaria por não conseguir virar o jogo a seu favor perante uma Ucrânia muito confiante e deixa o Europeu após ceder no terceiro set (25-22) e ver confirmada a derrota por 3-0.



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